marcusve/ dezembro 30, 2018/ Evangelho/ 0 comments

A Boa Notícia Transformada em Má Notícia

 

Gente boa!

Este é o segundo artigo da série Evangelho. No primeiro artigo falamos sobre uma visão ampliada do que seria Evangelho (clique aqui para acessá-lo).

Hoje vamos falar sobre a deturpação histórica do significado do Evangelho.

Uma definição

A palavra Evangelho, de origem grega, significa boa mensagem, boa notícia ou boas novas.

Toda boa notícia nos traz e nos enche de libertação e liberdade.

Pensa um pouco aí!

Não é uma delícia receber uma boa notícia? Dá sempre um alívio. Traz alegria e paz e nos enche de esperança.

Costumamos dizer que o Evangelho é tão libertador que dá até vertigem.

Nesse afã, nessa expectativa, nesse não entender da vida, a humanidade acabou criando a religião ou as religiões.

uma definição do termo evangelho
retrospectiva

Uma retrospectiva

Parece que o ser humano vive atrás de boas notícias, afinal a vida sempre foi dura, é dura, e deve continuar assim por um bom tempo.

Essa dureza não tem a ver com dinheiro, riqueza, poder, ou qualquer elemento dessa natureza.

Tampouco tem a ver com a quantidade de trabalho que temos que executar.

Tem a ver com a existência.

Pensar e refletir sobre a existência é complicado. É mistério.

E quanto mais “evoluímos”, mais ansiamos pelas boas notícias.

Afinal quem não deseja um mundo melhor?

Pra si mesmo e pra todos.

Nesse afã, nessa expectativa, nesse não entender da vida, a humanidade acabou criando a religião ou as religiões.

 

Religião

Essa palavra tem e teve vários significados no decorrer da história (veja o artigo na wikipedia que explica bem a questão).

Resumindo, religião é uma tentativa de religação do homem com Deus, que parte do próprio homem, reunindo um conjunto de regras e normas que visam determinar a conduta do ser humano em relação à divindade reconhecida.

O primeiro grande problema é que nós não sabemos de fato quem é Deus.

Especulamos muito. Muitos deuses foram criados pelo homem. Aliás todos os que não são o único e verdadeiro.

Por que Deus só pode ser único. A simples conjectura de que Deus possa ser plural já retira Dêle o atributo de ser Deus.

Nesse contexto houve e ainda há muita discussão teológica sobre a tal trindade, pois seriam então três deuses embutidos em um só Deus.

Mas esse é um assunto para outra série de artigos.

Como já mencionamos em outro post a teologia é por definição uma prepotência humana. Não que não seja boa. Não que não sirva pra nada. No sentido mais purista ninguém pode estudar o que não se pode conhecer.

Podemos sim perceber alguns atributos divinos e conjecturar sobre Deus, mas de fato, talvez só consigamos entender de verdade quando estivermos libertos do tempo / espaço.

religião
percepção
 

Percepções

Outro grande problema é que percepções não podem ser afirmações.

O homem mais primitivo provavelmente atribuiu ao Sol, ao Trovão, aos elementos naturais, que naquela época eram desconhecidos e metiam medo no povo, um status de divindade, por uma percepção, hoje reconhecidamente equivocada.

A ideia de pluralidade divina surge dessas percepções equivocadas do desconhecido. Hoje em dia é ridículo alguém dizer que o sol é um deus, etc…

E essas percepções produziram deuses ao sabor do homem. Estátuas, estatuetas, objetos achados ou produzidos, foram se transformando em deuses cuja ira precisaria ser aplacada.

Surgem os ritos.

Para garantir uma colheita boa ou melhor na próxima temporada o deus sol e o deus chuva precisavam ser agradados.

Os ritos desenvolvidos então, obrigavam os homens a vários tipos de oferta para ganhar a simpatia dos deuses.

E as regras foram criadas. Percepção após percepção. Aprisionando corações e mentes nessas percepções e não em realidades, não na evolução do entendimento.

O absurdo foi tão longe que num dado momento da história e em algumas “civilizações” a entrega era da própria vida (normalmente do outro e não a própria).

É o sacrifício que tenta aplacar a ira dos deuses.

Inclusive de inocentes crianças. Uma barbárie que ainda hoje predomina em algumas culturas.

Rob Bell em sua série de palestras “Os deuses não estão furiosos” (numa tradução livre)(título no original: The God’s aren’t angry) expões de forma brilhante essa evolução. São 6 partes. Veja no Youtube (aqui a primeira: https://www.youtube.com/watch?v=39m0oty9BPU ).

 

Manipulação

E obviamente, como o homem não tem nada de santinho, surge a manipulação do próximo.

O poder sempre presente em nossas relações surge com o apoio do desconhecido e em nome do desconhecido deus e dos ritos para aplacar a sua ira.

Esse deus é vingativo, se você não aplacar a sua ira de alguma forma você está danado (pra usar uma expressão leve).

Então siga o “mestre” e tudo vai dar certo. E o “mestre” coloca sobre seus seguidores um jugo, uma carga, muito pesada. Uma coleção de regras, de podes e não podes, que vão muito além da imaginação e que suscitam a imaginação temerária do povo.

Principalmente o medo do fogo eterno, do inferno.

O medo do desconhecido que ainda hoje possibilita essa manipulação.

Algo positivo

As religiões também tem seu papel positivo pois ajudaram a organizar os povos, culturas e nações.

Ajudaram no estabelecimento de regras sociais e de vivências comunitárias.

Ajudaram na construção de limites comunitários e no estabelecimento de regras mínimas de convivência.

Mas são pelo menos dois problemas com a religião:

a manipulação pela força do medo do desconhecido e a exclusão do gueto, de quem pensa diferente; e

a manutenção de entendimentos provadamente errôneos, deixando a mente do seguidor embotada numa cosmovisão ultrapassada. Ou em outras palavras a negação da evolução do entendimento do homem, do mundo, do universo, …

Num ambiente cheio de religião com ritos, dogmas, tradições, não há espaço para o novo, para uma nova percepção, para a evolução do entendimento. A não ser que o iluminado seja o guia, o mestre de tal religião.

Quem pensar diferente vai parar na fogueira. Todos os tipo de fogueira.

Mas ainda existe uma religião que é a mais perigosa e perniciosa de todos os tempos: a nossa própria de cada um.

Isso mesmo. Aquela religião que você cria e auto impõe sacrifícios dos mais variados tipos e naturezas.

Pare por um minuto e perceba como muito dos podes e não podes em nossa vida foram criados pela gente mesmo.

Até para hábitos corriqueiros como escovar ou não os dentes. Sempre na mesma hora, do mesmo jeito, etc…

Em breve lançaremos uma série só sobre as religiões onde todos esses aspectos serão aprofundados.

E se você perguntar porque dessa série, já que o lema do site é espiritualidade sem religião, dizemos a você que é preciso conhecer até mesmo o que se descarta.

manipulação
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regras e leis naturais
religião própria
liberdade
 

Liberdade

Muito ao contrário da religião que aprisiona, o Evangelho liberta. De todas as amarras que nos afligem.

Como dissemos no começo, dá até vertigem!

Como assim?

Bem, ao perceber a amplitude da liberdade que é concedida a nós pelo Evangelho, ficaremos muitas vezes assustados com as possibilidades que se apresentam em cada situação da vida.

O apóstolo Paulo, que em nossa opinião foi quem mais entendeu, de forma registrada, o Evangelho, chega a dizer que “todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas nos convém”!

Não está escrito errado não!

Todas as coisas!

Em artigos posteriores vamos aprofundar esse conceito.

Por hoje veja que o Evangelho é libertador e a religião é escravizante.

A boa notícia vira uma má notícia, pois quem quer ser preso, em qualquer que seja o tipo de cadeia?

Em vez de ser a notícia da libertação total e radical da, na e pra toda vida, o evangelho é apresentado como um monte de regras que tiram toda a graça da vida. É um monte de podes e não podes, alguns muito bons, mas a maioria uma “estapafurdice” só!

E aqui não queremos questionar as regras comportamentais da sociedade, isso é mais moral, usos e costumes do que evangelho.

A questão é de regras como “não se pode faltar à missa ou ao culto no domingo porque isso é um grande pecado”.

Todo cuidado é pouco porque a religião vem em forma de bem e pode ser um tremendo mal.

Livre-se delas, inclusive a sua, e agarre o Evangelho e venha experimentar a vertigem da e na vida.

Continuamos no próximo post: A Liberdade que dá Vertigem

 

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Um Excelente viver pra você!!

Marcus e Mel

MVE Produções

P.S.:

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