marcusve/ março 13, 2018/ Respiração/ 0 comments

Respiração e sandálias nos pés

Recordando um pouquinho.

Na última edição vimos que o fato de respirarmos implica num louvor, numa manifestação honrosa, querendo ou não, a Deus.

O verdadeiro, e não o das religiões. (em breve teremos uma série sobre religiões – cadastre-se abaixo e acompanhe).

(se você não leu as partes anteriores comece clicando aqui pois o assunto é uma continuação / evolução do pensamento explorado nas partes anteriores).

Quem respira louva.

Quem não quiser louvar tem que parar de respirar.

E morre.

Muito bem, mas o que isso tem a ver com sandálias nos pés?

Ok, então senta que lá vem história.

Quando Moisés encontrou a tal sarça ardente (a planta que estava incendiada mas não se consumia), depois do primiero susto veio o segundo:

“Tire as sandálias pois a terra que você está pisando é santa”.

 

Moisés e as sandálias

Não sei se você conhece a história e se já parou pra pensar porque aquela terra era ou tornara-se santa de uma hora pra outra?

Ele, Moises, andou por aqueles caminhos, montanhas e vales por quarenta anos. Ele não era um tonto desses que não percebe nada. Ele fora ensinado no melhor que existia na época, na melhor escola, com os melhores professores, com o máximo do conhecimento existente: na casa do faraó, no centro do império Egípcio. O centro cultural, econômico e financeiro da época.

Quantas vezes não teria passado por aquele lugar?

Foram 40 anos de divagações e “vagações” depois que fora expulso do Egito.

Como é que derepente o lugar vira santo?

Bom se você ler a história toda nos capítulos 3 e 4 do livro de Exodus na Bíblia, verá que o local ficou santo porque Deus estava presente nele. Em espírito é claro!

Juntando o lé com o cré, nós somos um local santo pois o Espírito habita dentro de nós. Que Espírito? O Espírito de Deus, o sopro de Deus, o ruach (veja aqui no artigo introdutório deste site).

E o que isso tem mesmo a ver com as sandálias?

Bom, se cada um de nós é um lugar santo, temos que descer do salto, ou tirar as sandálias cada vez que encontramos um semelhante, ou outro de nós.

E aí já deu um nó danado!

Se você não é um hermitão, vai ter que andar descalço!

Porque como vivemos em sociedade e precisamos uns dos outros, estamos sempre perto de alguém, estamos sempre diante de um lugar santo. Ou mais precisamente estamos sempre num lugar santo.

Portanto devemos tirar as sandálias.

Uma grande implicação

Essa é a maior das implicações, a mais difícil, a mais complexa, a mais profunda.

Implicação do que?

Da consciência de que Deus habita cada um e em cada um de nós.

E porque é a maior das implicações?

Por que somos só uns sete bilhões de Epíritos de Deus ambulantes neste planeta, neste momento.

E porque a mais difícil?

Porque fomos nivelados por baixo.

Como assim?

Se o pior entre nós, sob nossa miserável “justiça”, tem o espírito, tem o ruach, e por onde ele andar o local se torna santo e temos que tirar as sandálias dos pés cada vez que topamos com ele…. a coisa fica muito difícil.

Isso obviamente não significa tornar-se um tonto, um bobão, disposto a tomar um tiro ou uma paulada de graça.

Mas reconhecer que mesmo o mais insuportável, vil, estrupício (ou uma outra palavra que expresse o mais baixo nível de um ser humano), de alguma forma, estranhamente, inexplicavelmente, carrega esse espírito. E por isso não devemos fazer uma “distinção existencial” entre um desses e a gente.

Novamente, isso não significa negar os fatos. Alguns desses indivíduos são muito perigosos. É preciso ter muito cuidado ao ficar perto de algum deles. Mas não é possível desprezar o fato de que esse indivíduo respira, e se respira louva a vida, louva a Deus, mesmo sem querer, mesmo sem pensar, mesmo sem admitir.

Muito complexo ou complexa.

E agora?

Pois o primeiro passo é o reconhecimento de nossa própria condição, pois recebemos esse espírito de graça, sem mérito algum. Nenhum de nós deu a vida a si mesmo. Nenhum de nós nasceu, apareceu neste mundo, surgiu, porque decidiu isso. Pelo menos não na compreensão que temos até o momento da dimensão na qual vivemos.

Obviamente gostaríamos de viver livres de topar com esses tipo de elemento que julgamos desprezível. E veja que aqui não estamos falando do pobre, rôto, sujo, mendigo. Pense nesse caras que nos roubam com canetas, ou colarinhos brancos. Com manipulações, guerras, interesses expúrios….

E por outro lado eles tem em si o mesmo espírito que nós. Não tem é consciência disso, ou não dão lugar para a consciência disso. Um dos artigos desta série abordará essa questão da consciência.

Profunda inplicação.

Porque quando pensamos na amplitude desse conceito, nas possibilidades que ele nos apresenta, acabamos por entender que não temos mesmo o poder, o potencial, a capacidade e no fundo, no fundo, nem mesmo a oportunidade de conseguir a vida sem Deus.

E de novo, frisando, sem Deus verdadeiro. Não o deus das religiões. Desse ou desses não desejamos nem falar nem perder tempo com eles.

Quando cai a ficha, a libertação é tão grande que dá até vertigem.

Ficamos atordoados e ao mesmo tempo leves.

E podemos tirar as sandálias de nossos pés sem medo.

A esta altura você já percebeu que tirar as sandálias dos pés não é um ato literal.

É um ato espitirual.

É o reconhecimento da igualdade existente entre nós e nossos semelhantes. É reconhecer que todos os outros, na mesma condição que a gente, são portadores desse espírito.

É o reconhecimento de nossas limitações existenciais.

Mas é também o reconhecimento de que o que mais buscamos está tão mais perto do que imaginamos.

Está dentro de cada um de nós. Está em nós. Emanuel (palavra que quer dizer Deus conosco).

E ainda mais.

É o verdadeiro evangelho. A verdadeira boa notícia.

Se Deus está conosco, tudo se resolve. Mesmo que não entendamos essas resoluções.

Mas o aquietar de nossos corações e o descansar da agonia existencial é agora uma realidade.

Olhe para dentro.

Deus está com você.

Tire as sandálias diante de você mesmo!

Como um primeiro ato. Aceite a você mesmo. Como você é.

Vamos deixar você pensando no assunto até a próxima edição desta série:

“Respiração – Pó é pó e espírito é espirito”.

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Experimente ficar descalço – faz um bem danado!

Nota: Esse é um tema profundo e delicado. Peço a você que não saia criticando de largada porque a primeira reação nossa é de fato uma re-ação, quando o tema nos chama para uma ação. Então antes de pensar no cara que te faz ou que te fez mal, pense em você, na liberdade que se apresenta diante de você, na ação de tirar as sandálias diante de você, habitação perene do Espírito de Deus. Pense nisso.

 

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Um Excelente viver pra você!!

Marcus e Mel

MVE Produções

P.S.:

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